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CHOCOLATE – E UMA PAIXÃO DE BISCOITO

Biscoitos-de-Chocolate-e-nozesPerdição de Biscoitinhos!

Biscoitos-de-chocolate-e-nozes-2Aguardando o banhinho de chocolate!

Biscoitos-de-chocolate-e-nozes-3Dá para resistir?

CHOCOLATE – E UMA PAIXÃO DE BISCOITO

Hummm! Quem não gosta de chocolate? Quem consegue resistir a uma mordida de puro prazer. O cheiro dele quentinho então é uma loucura, parece uma fragrância de sedução, um aroma que nos leva à tentação.

Comer chocolate é como comer pedaços de felicidade!

E pensar que tudo começou com a descoberta da árvore do cacau que foi denominada de “Theo-broma cacao” que significa “Alimento Divino”.

A origem do chocolate remota aos povos que habitavam o Golfo do México, foi cultivada pelos Maias, Toltecas e Aztecas que o consideravam o Alimento dos Deuses. As sementes do cacau eram tão valorizadas que viraram moeda corrente, além de oferendas religiosas.  As sementes eram torradas e misturadas a especiarias, pimenta, mel e ofereciam essa bebida aos Deuses, nas cerimônias religiosas. Como os reis não queriam ficar para trás começaram a beber e servir aos visitantes ( descobridores e navegantes) essa bebida.

Assim quando Cristóvão Colombo chegou à America e provou essa bebida juntamente com Hernán Cortés a levou para a Europa e por meio de comércio acabou por se difundir pelo mundo todo.

Com a sua popularização, novas receitas foram criadas, mas foram os suíços que tiveram a ideia  de misturar o cacau ao leite e ao açúcar o que deu finalmente origem ao chocolate como conhecemos nos dias de hoje.

Aliás a palavra chocolate veio de uma evolução do vocábulo maia “Kabkaj” que queria dizer suco amargo, porém como os espanhóis tinham dificuldade de pronunciar essa palavra virou “Kabkajuatl”,que depois se popularizou como “Cacauatl” e passou a ser tomada quente recebendo um novo nome “Chacauhaa” (chacau = quente e haa= bebida). Já os aztecas chamavam de “Cacahuatl” o fruto da árvore e de “Tchocolath” a bebida fria e espumante (Tchocol=amargo e ath=água). Depois de tanta confusão houve uma fusão entre as palavras da bebida quente e fria, dando origem a palavra “Chocolate”.

Hoje o nosso país é o maior produtor de cacau da América Latina, já que a planta encontrou em nossa terra o ambiente ideal para seu cultivo.

E quem não se rende a este “negrinho” tão provocante que vicia é verdade, mas que também nos oferece benefícios para a saúde na dosagem certa ( no caso do chocolate amargo). Consumir chocolate é uma delicia só não pode ser desculpa para exageros.

Então, vamos mergulhar de boca nessa delicia, com estes biscoitinhos, que para atender a todos os gostos mistura o chocolate branco e o preto.

Hummm! Eu amo chocolate……….

 

BISCOITOS DE CHOCOLATE E NOZES

(Do livro Chocolate receitas práticas e saborosas)

INGREDIENTES

1 barra de 175 g de chocolate branco

1 barra de 175 g de chocolate preto( pode ser amargo ou ao leite)

100 g de biscoitos maisena ou outro da sua preferência (sem recheio)

100 g de nozes picadas

25 g de raiz de gengibre picada (usei gengibre em pó)- Opcional

MODO DE PREPARO

Forrar uma forma com papel manteiga (não precisa untar o papel).

Derreter o chocolate branco em pedacinhos em banho-maria ou no micro ondas. Mexer bem até ficar derretido. Deixar esfriar um pouco.

Partir os biscoitos em pedaços e misturar com as nozes picadas e o gengibre. Colocar no chocolate branco derretido, misturando bem.

Colocar com uma colher a mistura no papel manteiga. Levar à geladeira até ficar firme. Retirar depois do papel manteiga.

Derreter o chocolate preto e deixar esfriar ligeiramente. Mergulhar os biscoitos no chocolate, escorrendo bem o excesso e volte a colocá-los no papel manteiga.

Leve novamente à geladeira até ficarem firmes.

Como a Camilla adora chocolate branco, eu deixei alguns sem passar no chocolate preto.

Eles ficam bem parecidos com o Salame de Chocolate, só que muito mais gostosos!

Podem fazer, pois é super rápido e muito bom!!!

Bom Apetite

Gina

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Biscoitos Sequilhos e Um feliz dia dos Pais

sequilho

sequilhos

BISCOITOS  SEQUILHOS

Quem não gosta de tomar um chá ou um cafezinho com biscoitos?

Como vocês sabem eu adoro saber a história e a origem das coisas, principalmente tratando-se de gastronomia. Eu acredito que por mais que tenhamos conhecimentos dos assuntos, é sempre bom acrescentar alguma coisa a mais e acreditem sempre tem algo mais.

Então como surgiram os “Biscoitos”?

Dizem que vêm desde o tempo das cavernas, quando o homem comia alguns grãos triturando-os com os dentes, depois teve a ideia de amassá-los com uma pedra e em seguida misturar com água e secá-los no fogo.

Porém, as primeiras ilustrações dos biscoitos são do Antigo Egito, encontradas em sítios arqueológicos. Os egípcios já tinham um tipo de massa parecida com bolachas secas que eram servidas com mel entre as castas nobres, porém não tinham ainda uma forma definida.

Os romanos contribuíram projetando e construindo fornos tornando os biscoitos mais crocantes. E os árabes contribuíram com sua arte de combinar ingredientes e especiarias.

A palavra biscoito tem origem de duas palavras francesas: “Bis” e “Coctus” e significa “cozido duas vezes”. O biscoito surgiu da necessidade dos viajantes antigamente carregarem seus próprios alimentos e eles precisavam ser cozidos duas vezes para durar mais tempo. Era uma massa feita de trigo, água e sal e substituía o pão.  A popularidade do biscoito se espalhou rapidamente por toda a Europa.

Em Portugal, os biscoitos eram para abastecer os navios que saiam do reino.

Na França, introduziram o açúcar na receita e ficaram conhecidos como “petit-fours”.

Na Áustria criaram os biscoitos vienenses cujas pontas são mergulhadas em chocolate.

Na Inglaterra, os biscoitos ficaram amanteigados e com toda a tradição do chá, tornaram-se grandes produtores começando a exportar, chegando assim aos americanos os famosos “biscuit”.

Nos Estados Unidos, deu-se então inicio a uma crescente indústria de biscoitos, passando-se a chamar de “cookies”, no qual foram acrescentados pedacinhos de chocolate (chips).

No Brasil, também adquiriram identidade própria passando a ser feitos com produtos locais,  como a mandioca, o milho, o polvilho. As broas e os sequilhos ( biscoitos secos ) são de origem portuguesa e em Minas Gerais é onde têm o maior destaque.

Quem diria! os biscoitos que começaram tão tímidos, hoje fazem parte de um importante segmento industrial dentro do setor de alimentação em todo o Mundo.

Então porque não prestigiarmos essa história tão antiga, valorizando cada acréscimo de cada um dos povos que fizeram chegar a nós essa delicia de “biscoito” ou “sequilho” como é o caso destes que eu fiz com muito carinho, amor e saudades, pois eram os preferidos de meu pai.

Com estes “ Biscoitos ”, deixamos aqui os nossos desejos de um “ Feliz Dia dos Pais” , para todos.

SEQUILHOS

INGREDIENTES

1 lata de leite condensado

4 ovos

200grs. de manteiga sem sal

1 xícara de chá de açúcar

1 colher de sopa de fermento em pó

1 colher de sopa de baunilha

1 pacote de 800 grs e outro de 200grs. de amido de milho(maisena)

MODO DE PREPARO

Misturar todos os ingredientes amassando-os até formar uma massa bem macia. Em seguida fazer umas bolinhas e achatá-las com um garfo. Pode-se fazer também em formato de rosquinhas ou outros modelos.

Untar uma forma, colocar papel manteiga e untar de novo. Pôr os sequilhos e levar ao forno a 180° até dourar a parte debaixo (não demora muito) por cima ficam branquinhos. Deixar esfriar numa grade e colocar depois num recipiente bem vedado.

Esta receita dá uma grande quantidade de sequilhos, geralmente faço só a metade da receita e eles não desmacham muito, ficam deliciosos.

Espero que gostem.

Bom Apetite

Gina

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SORTEIO CAFÉ PELÉ E UM BOLO COM GOIABADA E CRUMBLE PARA TOMAR COM CAFEZINHO

bolo_goiabada_inteiro bolo_goiabada

Olá, hoje é dia do resultado do Café Pelé. Nós fizemos o sorteio pelo RAMDOM GENERATOR . Gostaria de agradecer a todos que participaram do nosso sorteio assim como ao Café Pelé pela iniciativa.
Bem vamos ao resultado :

ELISA  CONCEIÇÃO

Parabéns, entraremos em contato com você para o envio do Kit.

Bem agora vamos para a história e a receita do dia :
Hoje, enquanto eu fazia este bolo, muitas lembranças rodaram meu pensamento levando-me há algum tempo atrás,  não muito distante, mas o suficiente para já ter alterado  pequenos costumes.
Lembrei-me de uma goiabeira muito linda e frondosa que havia perto de minha casa, onde pela manhã e à tardinha era palco de uma sinfonia de pássaros, principalmente os  bem te vis, que faziam a festa ao se alimentarem das goiabas.  Alias a farra era tanta que sobravam goiabas pelo chão à vontade para tantos outros pássaros.
Isto sem falar da molecada que subia nos seus galhos para escolher as mais vermelhinhas. Hum!!! senti  até o cheirinho daquelas goiabas carnudas e cheirosas, mas eu nunca conseguia comer nenhuma, isto porque nada é totalmente perfeito, e algumas tinham um bichinho que me fazia desistir na hora de as comer. Talvez a goiabeira não quisesse que eu tirasse os seus frutos, pois só as goiabas que eu pegava eram bichadas.
Esta sensação ainda durou muito tempo, até que pouco a pouco fui  começando a consumir a compota da fruta, e a geleia, passando depois para a goiabada. Mas ainda hoje não consigo comer a fruta in natura ( trauma infantil ), embora adore o seu cheiro na minha fruteira,e tenha consciência  dos seus valores nutricionais.
No livro “Açúcar” de Gilberto Freyre, a goiabada é mencionada como um dos doces das casas-grandes no período colonial.
A goiabada era feita pelos cozinheiros escravos para os senhores das fazendas, e só era usada a polpa da fruta, fazendo um doce muito cremoso. As cascas e as sementes da fruta eram dadas para os escravos, que cozinhavam as cascas, as sementes e restos das frutas tudo junto e quando o doce ficava pronto tinha pedaços de casca de goiaba aparecendo, surgindo assim a famosa goiabada cascão.
Também por ser muito parecido com o  jeito de fabricação da marmelada, um doce tipicamente português, é natural que os mesmos tenham utilizado a sua receita, substituindo o marmelo( que não existia aqui) pela goiaba no período da colonização, valorizando assim essa fruta e matando a saudade da marmelada.
O mais importante é que essa fruta, a goiaba, se tornou a queridinha de todos quer seja a cascão, a goiabada com queijo, a goiabada em compota, a geleia, o biscoitinho ou como este bolo com goiaba que me trouxe tantas e gostosas lembranças .
BOLO COM GOIABADA E CRUMBLE
INGREDIENTES
1 xícara de farinha de trigo com fermento
1 xícara de farinha de milho (fubá)
2 xícaras de chá de açúcar
2 ovos
1 xícara de chá de óleo de canola ou girassol
1 embalagem de 200 grs. de iogurte natural integral
1 xícara de chá de goiabada em pedacinhos finos
CRUMBLE
½  xícara de farinha de trigo
½ xícara de açúcar
1 colher de sopa bem cheia de manteiga
½ xícara de nozes batidas no pulsar no liquidificador
1 colher de sopa de canela em pó
½ xícara de chá de quadradinhos pequenos de goiabada
MODO DE PREPARO
Misturar a farinha de trigo, a farinha de milho e o açúcar. À parte bater os ovos, o óleo, o iogurte. Juntar os líquidos nos secos e misturar bem.
Colocar numa forma untada e polvilhada com cerca de 25 cm, pôr  com cuidado por cima a goiabada na massa do bolo  e  salpicar em seguida  a mistura do crumble. Se quiser pode passar os pedacinhos de goiabada por farinha de trigo sacudindo bem o excesso, ela não afunda tanto no bolo.
Levar ao forno pré- aquecido a 180° até ao teste do palito.
Desenformar, deixar esfriar e servir.
Bom Apetite
Gina